Carta Aberta ao Pai Natal

Não acredito no Pai Natal.

Esta carta podia acabar aqui, mas depois o Ricardo teria o postal de Natal mais desnecessariamente estúpido que alguma vez se enviou.

Para evitar postais desnecessariamente estúpidos, vou-vos deixar a mensagem que eu acho que ele (e toda a uppOut) gostaria de passar a toda a gente, fingindo que é realmente uma carta ao Pai Natal.

Sim, como qualquer pessoa que conheça o “dis-dis-dis-léxico” Ricardo já deve desconfiar, sempre que se vê um texto em seu nome que não tenha 5 erros por palavra ou frases escritas como se estivesse a tentar incluir 4 pensamentos diferentes na mesma oração, é porque não foi ele que o escreveu.

Desta vez, nem vamos fingir. Ele pediu-me que o escrevesse e aqui estou eu, Pedro, a tentar dar-vos um texto giro, com mensagens de esperança e positividade, um pouco da história da uppOut e, certamente, alguma estupidez assumida. Pode ser que sejam 5 minutos bem passados. Se não forem, tudo bem, ao menos abriram este email e isso conta para a taxa de conversão, o que significa que o meu trabalho foi bem feito.

Já vão cinco parágrafos e ainda não disse nada. Vou ser breve, que já não tenho muito tempo e tenho um bolo-rei incrível à minha espera na cozinha.

Pai Natal, a uppOut nasceu há 3 anos e é uma história de falhanços, sacrifícios e dificuldades em dormir e aceitar derrotas. Sobre todas essas, não enchemos os nossos clientes de newsletters porque não fica bem e já estaríamos na caixa de Spam de toda a gente. É que são mesmo muitas.

Claro que a história não se resume a isso, se não, não estaria aqui a escrever nada disto. É que por cada dez falhanços, há uma vitória. E essas vitórias são as que nos continuam a fazer lutar. As vitórias que nos dão experiência, conhecimento e noites mal dormidas. São as mesmas vitórias que nos fizeram atingir faturações acima dos 7 dígitos, mudar de escritório constantemente para acolher mais colegas e dar liberdade e qualidade de vida a cada um deles. Longe vão os tempos em que eu o Ricardo nos enfiávamos diariamente numa sala de 2 metros quadrados e o via chorar por estar a estragar a sua vida. Em retrospetiva, tem alguma piada. Mas é mais uma das razões pelas quais não quero voltar atrás. E nem foi assim há tanto tempo.

Três anos.

Mudámos muito e muitos. E gosto de pensar que mudámos um pouco do mundo para melhor. É um orgulho. Mas também te garanto que se pudesse voltar atrás, não aceitava. E se fosse obrigado, fazia tudo diferente. Foi demasiado difícil. E seria estúpido repetir os mesmos erros agora que já sabemos mais ou menos o que resulta.

Ainda por cima, sabemos que isto nem foi o mais difícil. Não há uma fase pior. São todas a melhor e pior fase à sua maneira e ao mesmo tempo. Por isso, em vez de estar a pensar em voltar atrás mais vale continuar atrás do sonho. É que isto com replays ou checkpoints perdia a piada toda.

O sonho que acaba por ser continuar a crescer, para continuarmos a conseguir dar futuro às pessoas e a pagar a Powerupp – sim, o facto de termos montado duas empresas e dois projetos ao mesmo tempo também é capaz de ter contribuído para tantas dificuldades.

Mas isso também parece estar a mudar. Há pouco tempo fomos a Luxemburgo matar saudades do Emile, e parece que está interessado em ajudar-nos a trazer os milhões que Powerupp precisa.

Está a correr bem e nem tivemos de te pedir nada o ano passado. Parece que trabalhar duro acaba mesmo por compensar, mais tarde ou mais cedo. Isso, e a vontade de mudar o mundo. Aliás, o nosso slogan esteve para ser: “Até naves espaciais fazemos”. Mas parece que não corresponde muito as necessidades do nosso mercado e acabamos por desistir.

A verdade é que foi sempre essa ambição que nos guiou. A de mudar o Mundo. Não me estou a repetir, estou a projetar os ensinamentos do Ricardo e do Dr. Mário Costa para esta carta. É que, enquanto o foco forem as pessoas e em mudar o mundo para o bem delas, não vamos parar de crescer, ser melhores e ganhar cada vez mais apoio.

Têm é de nos deixar. Que às vezes acham-nos malucos. Mas depois vêm os resultados e querem mais dos “desequilíbrios do costume”. Por isso, e porque ele me obrigou, deixo aqui o desejo do Ricardo para o próximo ano:

“Para a uppOut, desejo: Saúde, Amor e Trabalho. Aos outros, tudo isto a dobrar.”

Ele é bastante mais sucinto do que eu. É que parece que estou para aqui a escrever há horas e o bolo-rei já arrefeceu. Ainda por cima, é uma carta para o Pai Natal.

Não é que não acredite realmente em ti. Acho é que há um Pai Natal em cada um de nós. E parece que quando nos portamos bem e damos tudo o que temos, acabamos por nos presentear com a melhor de todas as prendas: felicidade.

Feliz Natal para ti e para todos os que estão a ler. É que cada um de vocês faz parte desta história e a nossa memória, por mais descanso que mereça, não esquece quem importa.

Agora vou comer bolo-rei. Frio.

Pedro Bento

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